16 de outubro de 2009

voltei de novo

é. já estava pensando sobre há um tempo e cá estou, pra desafogar. durante um bom tempo eu fiquei cansada, achando que não existia mais lugar pras palavras escritas. eu estava errada. o twitter me ajuda muito a não vomitar grosserias nas pessoas. sério. se eu não pudesse desabafar ali vez ou outra, acho que teria consequencias sérias. os meus dois blogues anteriores foram válvulas de escape importantes. me abrigaram, me deram confiança pra seguir em frente e me deram amigos. nunca imaginei que seria uma daquelas nerds que faz amigos pela internet. fui. sou. e não vejo nada de errado nisso.
depois de uma fase pesada, resolvi parar. achei que escrever não estava mais resolvendo, que eu teria que viver tudo, por pior que fosse, sozinha, sem opiniões ou comentários ou exposição demais. me joguei na vida e fui até onde eu não sabia se conseguiria voltar. pouca gente sabe o que eu passei. e não acho que devam. era um momento meu, que definiria as minhas escolhas pro resto da vida dali pra frente. foi bom, libertador e decisivo. agora eu tô procurando espaço pras palavras outra vez. às vezes elas são desnecessárias. quase sempre, eu diria. às vezes eu falo demais e machuco as pessoas e me machuco e estrago tudo. às vezes eu perco tempo falando coisas que eu poderia demonstrar com muito mais precisão e delicadeza. às vezes eu quero gritar coisas horríveis pro mundo. às vezes eu calo e acho que é pra sempre. dá pra equilibrar. aquele fundo de poço me mostrou que dá. tem que ter cuidado. tem que ter uma leveza que eu demorei pra descobrir, mas tá lá. venho aqui pra desafogar. não sei se sempre, se todo dia, se de vez em nunca. quando der. quando eu achar que vai ser bom. quando eu perceber que é o melhor jeito.
*esse é o tipo da coisa que não daria pra usar a voz. só as letras escritas compreendem.

16 de abril de 2009

wish

fazer a unha e pintar de vermelho, risada com 4 dentes do sobrinho, ouvir eu te amo da irmã caçula, abraçar o namorado no meio da rua, dormir a noite toda, sem pesadelos ou interrupções, roupa nova, não dever pro banco, emprego novo e motivador, óculos novo, que me faz ver além do himalaia...
porque deu vontade de listar com vírgulas.

7 de fevereiro de 2009

tudo jóia? não!

oi, tudo jóia? então, eu queria aproveitar oportunidade e falar pra todos vocês que eu não sou psicóloga. é, pois é, sou formada em jornalismo e não em psicologia. portanto, parem de alugar os meus ouvidos com todas as suas bobagens e picuinhas e afins, porque o meu saco já está muito, mas muito cheio, e pra eu desatar a falar palavrões pra cada um de vocês não vai demorar nada. mudou tudo no ambiente de trabalho e está todo mundo perdido, um querendo mandar mais que o outro, só que assim: cada um que assuma o seu, porque se eu resolver colocar os pingos nos is a coisa vai ficar realmente feia, acredite. e não venham com sorrisinhos e palavrinhas amigas porque eu não faço a menor questão. uma última coisinha a ser dita: vão pro inferno, bando de ratos!
sem mais, obrigada eu.

5 de fevereiro de 2009

oi?

voltei. pra falar de amor e de bizarrices cotidianas, que é só sobre o que eu sei falar. mas agora não, tô com preguiça. até breve.

17 de novembro de 2008

oi, cansei, beijos

cansei. é claro que eu já falei isso centenas de outras vezes, mas meu, tá foda. a gente fica remexendo naquelas feridas que abrem cada vez mais e nada muda, além da dor. ela nem aumenta mais, fica estagnada. a gente se fala, eu sinto falta, dou uma choradinha e pronto, logo estou pronta pra outra. aí você aparece com qualquer assunto idiota, de novo, e tudo acontece de novo. então chega. sejamos corajosos. porque você quis me excluir da sua vida, mas só fez isso na teoria, porque na prática, nada, absolutamente nada mudou. se é pra fazer, façamos direito. chega. enquanto você continuar fugindo de algo que nem você sabe o que é eu tô fora. se você foge de um sentimento, eu até entendo, apesar de achar a coisa mais covarde que alguém pode fazer na vida. mas se você foge de alguma coisa inclassificável e a apelida com o meu nome, eu tô fora. tchau.

27 de outubro de 2008

da crise de nonsense e da vergonha própria;

é estranho pensar em como as coisas chegaram nesse ponto. eu, supostamente uma jovem esclarecida e centrada viro um trapo perto dele. não sei dizer exatamente como ou quando foi, mas eis que um dia eu descobri que ele só prestava atenção em mim quando eu estava doente. ou surtada, ou chorando. e eu virei isso. virei uma louca pra ter a atenção dele. eu, que nunca fui de aceitar migalhas, virei uma coisa que eu ainda não sei definir o que é. talvez eu tenha tentado dar o melhor de mim, mas com ele não funcionou. lá fui eu dar o meu pior. e dá vergonha. principalmente porque eu ainda nutro por ele aquele sentimento sem nome, que vai de amor à ódio em questão de segundos. e eu ainda banco a louca pra ter a atenção dele, o que é mais frustrante ainda. quando me perguntam o motivo disso tudo eu só respondo: nao sei. porque não sei mesmo. porque tem um monte de gente legal à minha volta, querendo ficar comigo, me achando o máximo, dando tudo pra ter uma chance, umazinha que fosse. sem falta modéstia, por favor. hoje eu tive mais uma crise de nonsense, daquelas grandes, e fiz uma coisa que me envergonha. mas foda-se, já está feito. depois eu entrei em todo os sites exotéricos que eu conheço e tirei tudo: tarot, i ching, runas. e todos me falaram a mesma coisa: solidão, auto-conhecimento, libertar-se do sofrimento ao qual você se aprisiona, deixar ir o que já chegou o fim. eu vou tentar, de novo, acabar com isso tudo. já se passaram mais de 210 dias e tudo continua como se fosse o dia seguinte. mas eu sou brasileira e não desisto nunca. o bom do blog é que ele é o meu divã. é melhor que o bar, que as cervejas, que o msn. aqui eu chego e me jogo. e depois eu leio e morro de vergonha do que eu sou. mas pelo menos eu sei.

26 de outubro de 2008

voltei;

porque se a gente não coloca pra fora é capaz de se afogar.
bem-vindos.